sábado, 31 de março de 2007

Procura-se um amigo - Vinicius de Moraes

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Músicas da minha vida...

UB 40 - Red red wine



Metallica - Nothing else matters



Simply Red - Stars



Scorpions - Winds of change




4 músicas que me acompanham desde sempre e até sempre irão acompanhar-me...
Parece-me que irei rever Metallica em breve (Super Bock Super Rock'07), até vou fazer figas para isso! Ehehe, reviver a emoção do Rock in Rio 2004 era demais!
Já que em 2006 perdi a possibilidade de ver Simply Red em Lisboa, espero não ser novamente uma mentecapta e caso não arranje companhia vou ver Metallica mesmo sozinha!

Retro

Um dia procurei dentro de mim um tesouro. Queria descobrir aquilo que sempre tentei ser, mas que pela vida, pelo corropio desenfreado se vai calcando e calcando dentro de nós. Esqueço-me de mim, não pelos outros mas pelo ócio que nos atinge diariamente...
Quantas vezes chorei sem razão, perdida em mim mesma? Quantas vezes tentei andar e sentia-me presa ao chão? Sim, chorei por mim, é por mim que choro quando a tristeza me invade e é por mim que me alegro quando a vida me sorri e eu lhe estendo a mão.
Tento voltar-me para mim mesma, descobrir quem sou.

Ontem tive uma tertúlia com uma pessoa que se quer tornar um mito e percebi que não penso sozinha sobre vários aspectos da vida.
O facto de termos instantes só nossos não nos torna distantes, não nos torna frios, não nos torna em monstros incapazes de amar. Torna-nos sim pessoas na sua totalidade, capazes de nos afastarmos mas continuarmos próximos. Não é com sela que domas cavalo selvagem, é com amor e dedicação e espaço para ele correr.
Consegui desabafar, consegui dizer coisas que nem eu conseguia explicar.

Se ainda não encontraste a tua metade da Laranja, não desanimes! Procura a tua metade do Limão, mete gelo e açúcar...

sexta-feira, 30 de março de 2007

Uma música especial...



Crowded House - Don't dream its over (Live)

Ontem ouvi esta música, e senti que os 80 deviam ter sido mais do que a década em q nasci... Quem me dera nela ter vivido tanta coisa que os anos 90 deixaram de ter e que estes anos de 2000 e muitos já esqueceram... Enfim.

terça-feira, 27 de março de 2007

Lembram-se deste Tesourinho?!



Kaoma - Lambada

Soneto para Edite

Aprendi a fazer sonetos

Para agradar você

Deixando meios obsoletos

Antigas formas de escrever


Minha musa inspiradora

Sou outro depois que te encontrei

Libertei-me da mão opressora

do esquecimento e da sua lei


Agora sou um novo escritor

Preparado para realidade

Escrevendo em linhas tortas, toda minha verdade


Agradeço-te profundamente

Do fundo do meu coração

Por livrar-me da atroz solidão


Emerson Diniz

quarta-feira, 21 de março de 2007

Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial

A Organização das Nações Unidas - ONU - instituiu o dia 21 de Março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória do Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos.

O dia 21 de Março marca ainda outras conquistas da população negra no mundo: a independência da Etiópia, em 1975, e da Namíbia, em 1990, ambos países africanos.

A Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Normas de Discriminação Racial da ONU, ratificada pelo Brasil, diz que:

"Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública" Art. 1.

Trazemos para nós um pouco da história de três "feras" que dedicaram suas vidas à luta pelos direitos civis e pelo fim da discriminação racial.

Martin Luther King Jr.

Foi um grande líder negro americano que lutou pelos direitos civis dos cidadãos, principalmente contra a discriminação racial. Martin Luther King era pastor e sonhava com um mundo onde houvesse liberdade e justiça para todos. Ele foi assassinado em 4 de abril de 1968. Sua figura ficou marcada na História da Humanidade como símbolo da luta contra o racismo.

Na véspera de sua morte, 3 de abril de 1968, Martin Luther King fez um discurso à comunidade negra, no Tennessee, Estados Unidos, um país dominado pelo racismo. Em seu discurso ele disse: "Temos de enfrentar dificuldades, mas isso não me importa, pois eu estive no alto da montanha. Isso não importa. Eu gostaria de viver bastante, como todo o mundo, mas não estou preocupado com isso agora. Só quero cumprir a vontade de Deus, e ele me deixou subir a montanha. Eu olhei de cima e vi a terra prometida. Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam hoje que nós, como povo, teremos uma terra prometida. Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor".

Ele parecia estar prevendo o que ia acontecer. No dia seguinte, foi assassinado por um homem branco. Durante 14 anos, Martin Luther King lutou para acabar com a discriminação racial em seu país e nesse tempo ganhou o prêmio Nobel da Paz. Sempre procurou lembrar a todos e fazer valer o princípio fundamental da Declaração da Independência Americana que diz que "Todos os homens são iguais" e conseguiu convencer a maioria dos negros que era possível haver igualdade social. Alguns dias após a morte de Martin Luther King, o presidente Lyndon Johnson assinou uma lei acabando com a discriminação social, dando esperanças ao surgimento de uma sociedade mais justa de milhões de negros americanos.

Martin Luther King é lembrado em diversas comemorações públicas nos Estados Unidos e a terceira segunda-feira de Janeiro é um feriado nacional em sua homenagem.

Malcolm X

"Não lutamos por integração ou por separação. Lutamos para sermos reconhecidos como seres humanos. Lutamos por direitos humanos."

Malcolm X, ou El-Hajj Malik El-Shabazz, foi outra personalidade que se sobressaiu na luta contra a discriminação racial. Ele não era tão pacífico como Luther King, que era adepto da não-violência, entretanto foram contemporâneos e seus ideais eram bem parecidos buscando a dignidade humana, acima de tudo.

Há quem diga que Malcolm X foi muito mais que um homem, foi na realidade uma idéia. Desde cedo ele enfrentou a discriminação e marginalização dos negros americanos, que viviam em bairros periféricos, excluídos e sem condições dignas de habitação, saúde e educação.

Foi nesse cenário que Malcolm X se tornou um dos grandes líderes do nosso tempo, dedicando-se à construção e organização do Movimento Islâmico nos Estados Unidos (Black Muslim), defendendo os negros e a religião do islamismo. Em Março de 1964, afastou-se do movimento e organizou a Muslim Mosque Inc, e mais tarde a Afro-Americana Unity, organização não religiosa.

Malcolm X foi um dos principais críticos do sistema americano. E por isso mesmo era visto pela classe dominante como uma ameaça a esse sistema. No dia 21 de fevereiro de 1965, na cidade de Nova Iorque, foi assassinado por três homens, que dispararam 16 tiros contra ele. Muitas de suas frases ficaram famosas. Veja alguns de seus pensamentos:

Sobre seu nome:
"Neste país o negro é tratado como animal e os animais não têm sobrenome".

Sobre os americanos:
"Não é o fato de sentar à sua mesa e assistir você jantar que fará de mim uma pessoa que também esteja jantando. Nascer aqui na América não faz de você um americano".

Sobre a liberdade:
"Você só vai conseguir a sua liberdade se deixar o seu inimigo saber que você não está fazendo nada para conquistá-la. Esta é a única maneira de conseguir a liberdade".

Nelson Mandela

"A luta é minha vida". A frase de Nelson Mandela, nascido em 1918, na África do Sul, resume sua existência. Desde jovem, influenciado pelos exemplos de seu pai e outras pessoas marcantes na sua infância e juventude, Mandela dedicou sua vida à luta contra a discriminação racial e as injustiças contra a população negra.

Mandela foi o fundador da Liga Jovem do Congresso Nacional Africano, em 1944, e traçou uma estratégia que foi adoptada anos mais tarde pelo Congresso na luta contra o apartheid. A partir daí ele foi o líder do movimento de resistência a opressão da minoria branca sobre a maioria negra na África do Sul.

Hoje, ele ainda é símbolo de resistência pelo vigor com que enfrentou os governos racistas em seu país e o apartheid, sem perder a força e a crença nos seus ideais, inclusive nos 28 anos em que esteve preso (1962-1990), acusado de sabotagem e luta armada contra o governo. Nem mesmo as propostas de redução da pena e de liberdade que recebeu de presidentes sul-africanos ele aceitou, pois o governo queria um acordo onde o movimento negro teria que ceder. Ele preferiu resistir e em 1990 foi solto. Sua liberdade foi um dos primeiros passos para uma sociedade mais democrática na África do Sul, culminando com a eleição de Nelson Mandela como presidente do país em 1994. Um fato histórico onde os negros puderam votar pela primeira vez em seu país.

Texto retirado na íntegra do site: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/discriminacao/home.html

Baú de mis recuerdos

Andei a buscar no meu baú de memórias!... E tudo num disco compacto gravado em 2004.
Ontem fui com a minha Odete ao estúdio "Queens of Hearts" onde trabalha o Mauro, em pleno coração do Bairro Alto retocar a tatuagem dela.
Aguçou-me o tal "bichinho" que já tinha falado e falei do meu dragão (que já anda para ser tatuado há 3 anos!) que estava bem guardadinho no cd...
Hoje trouxe-o comigo e abri esse baú fechado há algum tempo.
Entre fotografias, desenhos, bonecadas, eis que redescobri uma música que adoro, que me diz muito e por vários motivos. Quem me primeiro mostrou Mana está muito longe de mim mas será sempre o poeta que revolve consciências e que se intitulava de “Khalil Gibran”, o meu inesquecível amigo Emerson (SP - Brasil). Resolvi postar o vídeo da música que encontrei nesse site maravilhosamente criado que se chama You Tube!
Aqui segue Mana com a música "Vivir sin aire" (recomendo também “Marisposa Traicionera”):


Body-art

Somos seres humanos, providos de várias características que nos tornam seres viventes, racionais. Vícios e hábitos, rotinas, quotidianos e práticas comuns, tantos nomes para nomear o que é ser pessoa. Quando nos acostumamos a algo que se torna prazenteiro tomamo-lo como um hábito, e se a necessidade desse hábito se nota crescente, torna-se um vício! Nem todos os vícios são prejudiciais (como o caso do tabaco, álcool, etc.), porque existem vícios que nos são externos e não nos trazem malefícios para a saúde. E tudo isto para expor um dos vícios recentemente adquiridos (se bem que de forma inconsciente) aqui pela moi-même: Body-art! A bem da verdade, e após uma breve retrospecção, sei que esse “bichinho” esteve em casulo durante algum tempo (talvez desde os meus 15, 16 anos), altura em q houve uma maior informação sobre tatuagens e piercings (há que ter em conta que os pais ao furarem as orelhinhas das criancinhas estão a fazer-lhes piercings...). Já na altura da escola secundária, um dos trabalhos que fiz na minha área de Comunicação foi uma reportagem sobre este tema. Não se trata de uma questão de auto-afirmação, que não faz nada o meu género, de rebeldia, de estética ou moda. É mesmo uma questão e gosto, de satisfação, de emolduramento corporal tendo a pele como tela. Não me mostro pelo que uso, pelo que tenho ou pelo que ostento. Sou reflexo do que julgo ser meu e só meu, e daí a descrição quase secretismo de esconder os meus salpicos de “body-art”! Dia 30 estarei de novo a sentir o rasgão sublime da agulha na pele, a ouvir a música da máquina de tatuar a ecoar-me por dentro! Parece que os dias 30 têm destas coisas! Iupi!


sexta-feira, 16 de março de 2007

Zeca Pagodinho
Composição: Dimenor/Eduardo/Silva

Pra Judite
Eu já mandei avisar
To querendo casar com Edite
Mas a nega me disse que não admite
Me deu um palpite
Isso não vai prestar
Edite é ruim de segurar
E Judite não quer que eu me irrite
Já bateu pra Zenite
que disse o desquite
Eu não vou assinar

Edite é nega de elite
Pra que se conquiste não pode brincar
Mas eu não sou brincadeira e olhei pra Edite querendo ficar
Judite ficou de bobeira e bateu pra Zenite o que aconteceu
Edite tocou a elite e tem um requinte que é muito mais eu

A mãe de Zenite tece esquisitice
Sabendo que Edite era minha mulher
E dona Clarice zombando me disse:
Meu filho Edite já vai dar no pé
Foi dito e feito depois de três meses Edite deixava o meu
barracão
Voltei pra Zenite que disse sorrindo:
Pretinho, tu mora no meu coração

Nick Cave and PJ Harvey



Get down, get down, little Henry Lee
And stay all night with me
You won't find a girl in this damn world
That will compare with me
And the wind did howl and the wind did blow
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
I can't get down and I won't get down
And stay all night with thee
For the girl I have in that merry green land
I love far better than thee
And the wind did howl and the wind did blow
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
She leaned herself against a fence
Just for a kiss or two
And with a little pen-knife held in her hand
She plugged him through and through
And the wind did roar and the wind did moan
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
Come take him by his lilly-white hands
Come take him by his feet
And throw him in this deep deep well
Which is more than one hundred feet
And the wind did howl and the wind did blow
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
Lie there, lie there, little Henry Lee
Till the flesh drops from your bones
For the girl you have in that merry green land
Can wait forever for you to come home
And the wind did howl and the wind did moan
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee

Roberto Carlos Especial 2006 - MC Leozinho

Um pensamento

No escuro vejo a confusão da vida.
Não sei que amarras segurar, quando navego perdida entre correntes fortes que batem no casco e abanam. Batem cada vez mais forte e abanam mais ainda... Sinto que o mar vai acabar por me virar.
Deixei de sonhar, deixei de imaginar, assentei de vez os pés na terra. A mesma terra onde me restam sete palmos abaixo... Só me sinto a chorar, perdida e vazia. Serei capaz de voltar o tempo atrás? De que me resta ver este filme se no fim não poderei ver todas as cenas que passaram? Quero guardar as conchas que o teu mar me trouxe, mas meus braços não alcançam mais...
Mágoa, tristeza e vazio, algo que se apodera de mim quando bem quer, sem que eu consiga lutar contra isso. Perco a minha própria vontade.
Fantasmas perseguem-me, tiram-me deste sono descansado em que tento dormir para sempre. Guardarei as minhas fotografias, parte para longe mas leva contigo o rosto sorridente que aos poucos se desvaneceu e foi dando lugar às rugas, às mazelas do que o tempo não cura nem faz esquecer.
Não quero acordar mais, quero que o meu último suspiro seja ouvido e recordado, solamente usté...

Fantástica... Sinatra!

Nancy Sinatra - Bang Bang



Não, não gosto nem gostarei do Kill Bill mas antes de Kill Bill já existia Nancy...
Uma música excelente e simplesmente fantástica!

quinta-feira, 15 de março de 2007

Espere por mim morena - Exalta Samba

Espere por mim morena
Espere que eu chego já
O amor por você morena
Faz a saudade me apressar

Tire um sono na rede
Deixe a porta encostada
Que o vento da madrugada
Já me leva pra você

E antes de acontecer
O sol a barra vir quebrar
Estarei nos teus braços
Para nunca mais voar

Espere por mim morena
Espere que eu chego já
O amor por você morena
Faz a saudade me apressar

E nas noites de frio
Serei o teu cobertor
Esquentarei o teu corpo
Com o meu calor

Ai minha santa te juro
Por deus nosso senhor
Nunca mais minha morena
vou fugir do teu amor

Espere por mim morena
Espere que eu chego já
O amor por você morena
Faz a saudade me apressar

domingo, 11 de março de 2007

Rehab - Amy Winehouse



Lyrics to Amy Winehouse Rehab
They tried to make me go to rehab
I said no, no, no.
Yes I been black, but when I come back
You wont know, know, know.

I ain’t got the time
And if my daddy thinks i'm fine
He’s tried to make me go to rehab
I wont go, go, go.

I’d rather be at home with ray
I ain’t got 70 days
Cos there’s nothing, nothing you can teach me
That I can’t learn, from yester halfaway

Didn’t get a lot in class
But I know it don’t come in a shot glass

They’re tryin to make me go to rehab
I said no, no, no
Yes I been black, but when I come back
You wont know, know, know.

I aint got the time,
And if my Daddy thinks im fine,
He’s tried to make me go to rehab,
I wont go, go, go.

The man said, why you think you here?
[ these lyrics found on http://www.completealbumlyrics.com ]
I said, I got no idea
Im gonna, im gonna loose my baby
So I always keep a bottle near

Said, I just think you’re depressed
Kiss me, yeah baby
And the rest

I’m tryin to make me go to rehab
I said no, no, no
Yes I been black, but when I come back
You wont know, know, know

I don’t ever wanna drink again
I just, ooo, I just need a friend
Im not gonna spend 10 weeks
Have everyone think im on the mend

It’s not just my pride
It’s just til these tears have dried

They’re tryin to make me go to rehab
I said no, no, no
Yes I been black, but when I come back,
You wont know, know, know

I aint got the time,
And if my daddy thinks im fine
He’s trying to make me go to rehab
I wont go, go, go

sexta-feira, 9 de março de 2007

Herman Melville

"Chamai-me Ismael. Faz alguns anos - não importa quantos, precisamente -, tendo na bolsa escasso ou nenhum dinheiro e nada que particulamente me interessasse em terra, achei que devia velejar um pouco e ver a parte aquosa do mundo. É um hábito que eu tenho, para acabar com o esplim e regular a circulação" - Herman Melville


quarta-feira, 7 de março de 2007

Dois grandes sambistas...

Jorge Aragão (com Alcione)



Jorge Aragão (com Jorge Vercílo)



Zeca Pagodinho, simplesmente muita cachaça e maconha!



Zeca Pagodinho (com Marcelo D2), o melhor!

terça-feira, 6 de março de 2007

La piú bella cosa!

Quase um hino ao amor, ao entregar total dos enamorados... O total desprendimento com o quotidiano, nem que seja um eclipse lunar na sua totalidade (há que salientar a periocidade que fenómenos como este aconteceu) mas quando surge estes sentimentos é difícil de se comparar com apenas um eclipse...
Este "piqueno tesoirinho" vai para os Manéis e Marias do Mundo que tal como os que eu conheço desfrutam de um dos mais belos sentimentos humanos: enamoramento!
Um grande bem haja a vocês, "môs cridos"! And best wishes...
Eu, Croma!

sábado, 3 de março de 2007



Chocolate Puma - Always & forever (Bob Sinclar remix)
You, you keep on breakin' up
And try and walk away and
Crawl right back and stay
Right back and stay

You, you keep on breakin' up
And try and walk away and
Crawl right back and stay
Right back and stay

It's the jelousy
That has got you saying
All those things to me
So now you think i'm playing
See eventually
We'll end up together
Always and forever

You, you keep on breakin' up
And try and walk away and
Crawl right back and stay
Right back and stay

It's the jelousy
That has got u saying
All those things to me
So now you think i'm playing
See eventually
We'll end up together
Always and forever

You, you keep on breakin' up
And try and walk away and
Crawl right back and stay
Right back and stay




The Cube Guys Delano MIX - Elektro



Outwork - Elektro



Martin Solveig - Rejection



Martin Solveig - Everybody



Martin Solveig - Jealousy



David Vendetta - Unidos (para la musica)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Donas

Freguesia de Donas

Freguesia com uma área de 8,08 quilómetros quadrados, é constituída pelas povoações de Chãos e Donas. Está situada na base da serra de Alpedrinha, a 2 quilómetros da estação do Fundão.
De Donas disse Sant’Anna Dionísio: “A aldeia, abafada no arvored
o, fica junto da linha. Paisagem rústica e vicejante, de uma frescura só comparável com a de certos recantos do Minho”.
Falando da sua igreja matriz, é um templo do século XVII com sólidas cantarias de granito e fachada de pendor barroco. Anexa à igreja matriz ergue-se a capela dos Pancas, mai
s antiga do que aquela. Apresenta exterior e interiormente boas ornamentações manuelinas, com coruchéus artesoados e cornija adornada com modilhões.


Actividades económicas: Agricultura, apicultura, pecuária, serralharia civil, construção civil, comércio e serviços
Festas e Romarias: Nossa Senhora do Souto (2.ª feira de Páscoa), Divino Espírito Santo (Domingo de Pentecostes), Mártir S. Sebastião (último domingo de Julho), Santa Ana e S. Joaquim (1.º domingo de Setembro)
Património: Igreja matriz, Capela do Pancas, Casa do Paço, Casa da Cerca, Casa dos Tenentes e casa do Dr. Pinto Barrigas
Outros Locais: Lugar da Encosta da Serra da Gardunha
Gastronomia: Papas de carolo, filhós e bolos de azeite
Artesanato: Cestaria em verga, vara de castanho, escadas de madeira em castanho, tamancaria, alfaiataria, rendas e bordados regionais
Colectividades: Associação de Regantes de Donas, Associação de Regantes de Chãos, Associação Desportiva de Donas, Grupo de Convívio e Amizade das Donas, Grupo de Bombos das Donas, Centro Paroquial de Donas e Liga dos Amigos de Chãos
Orago: Santa Ana

Alcaide

Freguesia do Alcaide

Distando 6 km da sede do concelho, a freguesia de Alcaide está situada num monte das faldas da serra da Gardunha, dominando a bela e fértil Cova da Beira.
“A Cova da Beira é um jardim, e o Alcaide um dos seus mais formosos canteiros”. Alguém definiu assim o Alcaide que, no dizer de José Mendes, “desfruta como nenhuma outra terra da região, das melhores panorâmicas de todo o espaço que vai da Gardunha à portentosa Estrela.
Segundo a tradição, foi esta terra fundada no domínio árabe por um “al Kaid”, de quem tomou o nome, e que foi governador da Covilhã Velha, fortaleza e povoação pré-nacional que existiu na serra das Casinhas, a cerca de duas léguas daqui. Mas, a origem do topónimo deve-se provavelmente à simplificação da designação inicial de Aldeia do Alcaide, como se depreende das Inquirições de 1290: “a aldeia que chamam do Alcaide dizem as testemunhas que foi do alcaide dom Estevão”. Como se vê, é indubitável, e tudo o mais o prova, que o topónimo Alcaide se deve ao alcaide D. Estevão Anes, da Covilhã, a quem pertenceu todo o território alcaidense. O que não resta dúvida é que o Alcaide é povoação muito antiga.
Nos primeiros tempos da monarquia portuguesa, toda esta região em que Alcaide se insere estaria quase completamente despovoada. Foi nesse contexto que D. Sancho I, sempre preocupado com as questões do repovoamento, concedeu a D. Estevão Anes o senhorio das terras que hoje fazem parte da povoação. A D. Estevão sucedeu seu filho D. João Esteves que atribuiu à localidade a dignidade de vila, que deixa de se chamar Aldeia do Alcaide, passando a ser denominada pelo topónimo actual. Não há conhecimento de ter recebido foral de qualquer dos nossos reis, provando-se assim que a elevação a vila foi obra do seu senhor e donatário que possuía plenos poderes para tal. A atestar os seus tempos áureos de relativa independência, ainda hoje se pode ver a antiga Casa da Câmara, ostentando as armas reais manuelinas. O pelourinho foi demolido no tempo do governo pombalino, época em que foi criado o concelho do Fundão (Junho de 1747), ao qual o Alcaide ficou a pertencer desde então.
Quanto à paróquia de S. Pedro de Alcaide, foi instituída no século XIII, como igreja própria dos senhores da honra, que apresentavam, por direitos de fundação, o abade. Depois, passou a ser do padroado real, como a posse da terra, por extinção, provavelmente, da estirpe possuidora legalmente da honra.
A igreja matriz é um templo antigo, espaçoso, de três naves com oito pilares de granito. A fachada conserva um portal românico. A capela-mor abre-se num arco românico, recentemente posto a descoberto. São dignos de nota os altares de talha dourada e algumas imagens e pinturas dos séculos XVII e XVIII. Junto da igreja fica a torre, considerada uma das mais notáveis, senão a mais notável no género, da diocese da Guarda. De sólida construção, é toda de granito, com uma escadaria de 60 degraus colocados em espiral. Foi edificada em 1694.



Actividades económicas: Agricultura, apicultura, pecuária, indústria de serração, carpintaria, mobiliário, serralharia civil, construção civil, comércio e serviços
Festas e Romarias: S. Macário (3.º domingo após a Páscoa) e Festas de Verão da Liga dos Amigos de Alcaide (durante o Verão)
Património: Igreja matriz, torre sineira, capelas da Senhora da Oliveira, de S. Sebastião, de S. Macário, de Santo António, de S. Francisco e do Espírito Santo, casa brasonada (antigo edifício da Câmara), calvário e diversos fontanários
Outros Locais: Monte de S. Macário, Portela da Gardunha, Praça Comendador Joaquim Gil Pinheiro e jardim
Gastronomia: Cavacas, esquecidos, borrachões e pão-de-ló
Artesanato: Cestaria em verga, tapeçaria de Arraiolos, pintura de quadros e telas, moldagem em barro, escadas de madeira, rendas e bordados regionais
Colectividades: Liga dos Amigos de Alcaide, Casa do Povo e Associação Agrícola “Cereja Alcaide”, Grupo de Bombos do Alcaide
Orago: S. Pedro


Oh gente da minha terra...

O concelho do Fundão ocupa uma área de 701,61 quilómetros quadrados, onde se distribuem 31 freguesias. É o centro da afamada e ubérrima região denominada Cova da Beira, que é, no fundo, o vale do Zêzere entre as serras da Gardunha e da Estrela.
Aos acidentes de cómoda defesa natural que o dominam e à riqueza da terra, cortada de linhas de água, deve o Fundão, com muitas freguesias do seu alfoz, a fixação de povos que aqui estanciaram desde remotas eras. A toponímia – Orca, Castelejo, Prado das Antas, Quinta do Crasto, Calçada Velha, Corredoura – coincide com importantes vestígios pré-históricos, de transição e luso-romanos, a que se juntam sepulturas, lápides epigráficas, objectos vários e diversos achados, muito apreciáveis, da região, que fazem hoje parte do espólio do Museu Arqueológico do Fundão. Por volta de meados do século havia já um importante núcleo de objectos para o então planeado museu, devido, em grande parte, às incansáveis pesquisas efectuadas, nas cercanias da Gardunha e da Cova da Beira, pelo Dr. José Alves Monteiro.
Pelos primeiros tempos da nossa monarquia, uma grande parte do território que hoje constitui o concelho encontrava-se num estado de acentuado despovoamento. Os Templários exerceram acção decisiva no seu repovoamento e é nesse contexto que, logo em 1202, é concedido foral a Alpreada, terra que cinco anos depois passa a chamar-se Castelo Novo. Povoação muito antiga e pitoresca, Castelo Novo foi sede de um concelho extinto no século XIX. Outras povoações, em diferentes épocas, receberam também forais e constituíram--se em concelhos: Alpedrinha, Atalaia do Campo, Escarigo e Fundão. Em tanto quanto abona a segurança de fontes documentais, diversas povoações do concelho existiam já no reinado de D. Sancho I. Nas Inquirições de D. Dinis, de 1314, aparecem citados nove lugares fundanenses: Escarigo, Carantonha, Capinha, Levada, Fundão, Alcongosta, Aldeia Nova, Alcaide e Silvares. Na Inquirição de D. João I, de 1395, aparecem os lugares de Valverde, Pouca Farinha e Enxames e, para efeito da demarcação do reguengo de Souto de El-Rei ou do Alcambar, os de Alcongosta, Fundão, Aldeia de Joanes, Aldeia Nova e Souto da Casa, com escolha do “logo do Fundom”, sem dúvida porque o mais importante dos referenciados na área do reguengo, para centralização das necessárias diligências.
À riqueza agrícola do tempo – pomares, soutos, vinhas, hortas, linhares – sensivelmente caracterizada até aos nossos dias com estes elementos específicos, acresceria a importância industrial do Fundão, testemunhada nos séculos XVI e XVII pela existência de mestres, recebedores e vedores das sisas e dos panos e pelo formigueiro de artífices patenteados em códices e outros documentos de interesse local – tecelões, tintureiros e pisoeiros, tratantes e mercadores, borracheiros, fundidores e imaginários. Além da fábrica real pombalina, no majestoso edifício dos Paços Municipais de hoje, outros teares e fábricas, como as das ruas do Mármore e da Cale, a da Ponte da Carvalha e as de cardagem e fiação do Castelejo, aqui tornaram célebres os bons tecidos de Portugal. D. Luís da Cunha, ministro de D. João V, foi a França e a Inglaterra vestido de pano fabricado no Fundão.
Durante as invasões francesas muitos lugares do concelho foram vítimas da atrocidade das forças napoleónicas. De entre os graves morticínios e depredações de Entre-Estrela-e-Gardunha, avultam os de Alpedrinha (5-VII-1808 e 10-IV-1812) e os do Fundão (22-XI-1810, 26-II a 5-III-1811 e 10-IV-1812). Era o início do primeiro grande colapso do concelho do Fundão. Nas colisões liberais e na revolução da Patuleia, padeceram as terras do actual município os horrores de lutas fratricidas, que se prolongaram em anos de dor, com alternativas de bandos e de domínios. Entre as guerrilhas patuleias ficou célebre a do Fabião da Barroca, que ocupava o concelho do Fundão em Junho de 1846. Em Agosto do mesmo ano, conforme elementos do Arquivo do Governo Civil de Castelo Branco, grande parte dos concelhos do Fundão e limítrofes “estavam em fermentação tumultuosa”. Dizia-se que era “uma espécie de república da Cova da Beira”.
A tradição industrial iniciada com o têxtil, no século XVIII, desapareceu. Hoje, a actividade industrial tem expressão a nível de pequena e média empresa e em ramos como a construção civil, as confecções e a metalomecânica. É notória, em todo o concelho, uma tradicional vocação rural alicerçada na produção de cereais, leguminosas, fruta, azeite e vinho. A pecuária tem também algum peso com a criação de gado ovino, caprino e bovino, este dirigido à produção de leite. Na cidade, é o comércio a actividade económica mais significativa. Continuam-se a manter as tradicionais feiras de S. Marcos, em Abril, e de S. Mateus, em Outubro, para além dos mercados semanais à segunda-feira. Na 2.ª quinzena de Agosto promove-se a FACIF – Feira Agrícola Comercial e Industrial do Fundão. Com a duração de 10 dias, o certame pretende ser uma mostra das potencialidades regionais da generalidade do concelho e, em particular, da região da Cova da Beira.
Entre muitos vultos eminentes na religião, nas letras, nas artes e na política, floresceram no Fundão ou lugares do seu concelho D. Jorge da Costa, o célebre cardeal Alpedrinha, de quem se diz que só não foi papa porque não quis; D. Frei Diogo da Silva, 1.º inquisidor-mor do reino; Frei Afonso da Cruz, geral dos cistercienses de Alcobaça; D. Luís de Brito Homem, bispo de Angola e do Maranhão; José da Cunha Taborda, pintor régio e historiador de arte; Domingos dos Santos Morais Sarmento, calígrafo celebrado pelas suas proezas de falsário; o conselheiro João Franco, estadista dos últimos tempos da monarquia; e os poetas e historiógrafos José Germano da Cunha e Alfredo da Cunha. Mais recentes no tempo são os nomes do político Cunha Leal, do monógrafo José Alves Monteiro e do historiador José Hermano Saraiva.






















domingo, 25 de fevereiro de 2007

sábado, 24 de fevereiro de 2007


my pet!

Pó meu amigo Dani...

ZingFu


ZingFu




Fantástico!

ZingFu


ZingFu


ZingFu


ZingFu


ZingFu


ZingFu


ZingFu


ZingFu

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Rocky Balboa


A curiosidade em ver Stallone depois de muitos anos suscitou-me a vontade de ver o filme Rocky Balboa, o sexto do Italian Stallion.

Uma prova que as lutas são feitas até ao fim, quando menos apostamos nelas.

Desde início Stallone provou que poderia vir a repesentar, quando no primeiro Rocky não apostavam nas capacidades de interpretação, isto em 1976.

Passados 31 anos foi provado que Rocky continua!

As lutas interiores são por vezes as mais fortes, o "animal" dentro de nós mantém-se e gostei de ver um filme que durante muitos anos não me fascinava.

O fim não conto mas Rocky Balboa vence acima de tudo a indiferença do filho, a perca física da Adrian, e os preconceitos apontados à sua idade.

Não passa de ficcção, uma história do cinema mas por vezes devemos acreditar que o céu é o limite e que até lá chegarmos somos capazes de tudo.

Gostei. Aconselho a ver o filme, isto claro, para quem até tolera uns quantos "murros nas trombas" e consegue ver e perceber a mesma mensagem que eu tirei deste filme.
É de aproveitar e ver o link do Total Rocky.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Foda-se por Millôr Fernandes
(adaptado)
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"? "Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.


A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?

No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!". Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem. O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)

Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?


Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios. E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!". Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!" Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”

Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!

Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!

domingo, 11 de fevereiro de 2007

A Baco...

Ontem deliciei-me nos prazeres de Baco.
Já em outrora postei os prazeres que me dão, o momento de presentear as pupilas gustativas com um néctar vínico. A Ode ao Vinho de Pablo Neruda, no histórico do meu bloguezinho já dava a entender o quão eu gosto de vinho. Não que saiba ou perceba mas começo a aprimorar o meu bom gosto!
Desta feita foi um belíssimo Sangre de Toro, podia ser esta a fotografia mas não é. Infelizmente a garrafa não foi fotografada (a pu** da máquina ficou em casa...), mas o touro que vinha preso no gargalo vai directamente para a prateleira dos "recuerdos", dos "souvenirs", das "lembranças"... Ou até dos "esquecimentos", não fosse lá estarem já duas colheres de pau manchadas da sangria tinta, ambas vindas do restaurante Luneta do Panças, em pleno Monsanto, e um pires da factura no Bar Moínho Dom Quixote.
Ai Baco, ai Baco... Umas vezes és Líber, outras Dionísio... Algumas vezes até do meu próprio nome me fazes esquecer!
Então não é que andava aqui a "Je", ma personne a ler o blog das Energias Paralelas e deparo-me com este "teste"?
Arisca como sou, decidi tentar, não perdia nada! Et voilá, sou a versão Portuguesa da Miranda... A maior parte das pessoas que conheço comparam-me à Samantha, porque aquela mulher é "que nem a mim", o que tem para dizer diz e "mai-nada"!
Miranda até é um nome giro mas Miranda Edite, Edite Miranda... Deixai-me estar com o peso do meu primeiro nome (Agradeço à santinha padroeira lá das Donas...)
Achei piada ao teste, recomendo...
Já fiz um através do Hi5 e deu-me a Drew Barrymore... Serão elas os meus Alter-Egos de que tanto falo? Eu até gosto dos meus actuais Alter-egos, a Isaurinha Caetana e a Ivone Silva. Aliás, todas as 3 temos uma longa história, talvez longa de mais para postar aqui e agora... 'Tou com sono e "nãm'apetece"!
A falta de "apetite" (translation: pachorra, paciência) deve ser da chuva, do frio na rua, da falta de descanso (bácora do dia: "hoje dormi cheia de insónias..." claro para X-Files, admito!) e de ter que sair hoje do trabalho e ir a correr apanhar o comboio para a Amadora para ir até à Escola Primária lá do Bairro de Janeiro votar...
Sim, eu vou votar sim, sim. Que giro é brincar com as palavras! Vou votar, de acordo com o que acho correcto, mesmo que a questão vá contra o correcto. Sou contra a escolha da vida e da morte, a selecção de quem vive e quem morre mas para quem o decide fazer (o aborto), que não seja mais castigada do que o castigo que aplica a si mesma. Sou a favor do direito de escolha, da assistência médica devida, da não criminalização da mulher que opta pela solução radical.
Vou usar de um direito que me assiste e um dever como cidadão: votar. Espero que seja útil para alguma coisa...

Agora desdramatizando e mudando de assunto assim tipo a 180º, aqui segue o belíssimo teste que falei acima... Xarannnnn!




You Are Most Like Miranda!


While you've had your fair share of romance, men don't come first

Guys are a distant third to your friends and career.

And this independence *is* attractive to some men, in measured doses.

Remember that if you imagine the best outcome, it might just happen.


Romantic prediction: Someone from your past is waiting to reconnect...


But you'll have to think of him differently, if you want things to work.